quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Filme: A Guerra dos Sexos



A Guerra dos Sexos (2017) poderia ser um filme datado, de tema pouco atrativo, claro, se algumas questões sociais – em relação à mulher – estivessem resolvidas, entre elas a desigualdade salarial, por exemplo. Porém, é necessário o cinema voltar ao passado, resgatar um fato histórico para demonstrar para a nossa atual sociedade o quanto ainda estamos atrasados e pensamos de forma retrógrada quando o assunto é direitos iguais entre os sexos. O filme da dupla Valerie Faris e Jonathan Dayton (Pequena Miss Sunshine) é um misto de crítica, reflexão e, quiçá, uma pitada de humor mais voltado para o sarcasmo.

O longa é baseado em uma história real, é sobre a famosa partida de tênis disputada entre o ex-jogador de tênis Bobby Riggers e a tenista Billie Jean King – tal evento foi considerado como um dos jogos mais bem assistidos em toda a história do esporte. Bobby é representado pelo ator Steve Carell e Billie pela a atriz Emma Stone (veja cast completo ao final do texto). A mesma aconteceu ainda nos anos 1970, em um período pós-revolução sexual e do movimento feminista. 

No calor do momento, onde a sociedade ainda respirava os ares da revolução sexual, Billie usa da oportunidade para expressar a sua indignação aos tratamentos que é dado a equipe de tênis feminina, a qual ela faz parte. O ponto chave da disputa entre Billie e suas companheiras e os chefões da liga de tênis norte-americana é quando as condições salariais e prêmios são muito abaixo se comparado ao que é oferecida a equipe masculina. Em forma de protesto a equipe feminina decide não participar da liga e seguir em frente de forma independente.

Em paralelo a tudo isso tem o irreverente e aposentado Bobby Riggers. Bobby foi um jogador importante para o tênis no passado. Só que agora ele vive um drama: crises familiares, financeira e vícios com jogos. Ao assistir de camarote os protestos liderados por Billie, Bobby tem alguns insights e enxerga uma oportunidade para se autopromover e tentar se afastar um pouco da crise financeira que tanto lhe cerca. Bobby desafia Billie para uma partida de tênis, em uma visão publicitária tal partida tem como finalidade conquistar audiência para a modalidade e alguns vinténs para os envolvidos diretamente com a ação - a mesma ganha alta publicidade e rapidamente tem boa repercussão. Só que para Bobby vai um pouco mais além. Claro, ele visa as apostas e verbas investidas, mas, massagear o seu ego vencendo uma das melhores tenistas da época e posteriormente humilhá-la simbolicamente também é um dos seus principais objetivos. 

Talvez boa parte do trunfo do filme esteja voltado para a figura de Bobby. O falastrão ex-jogador é a caricatura do machismo escroto, dono de um alto nível de confiança de superioridade sobre o sexo feminino. E é nesse momento que podemos fazer um comparativo das atitudes dele com algumas figuras de expressão do nosso cotidiano. Sim, se você pensou em Donald Trump, Jair Bolsonaro entre outras, acertou. Como eu havia escrito no começo deste texto, a história de A Guerra dos Sexos poderia ter pouca relevância ou um enredo de baixa inspiração, isso se não houvesse recentes discursos que pertence ao machismo autoritário e que são despejados a todo momento, encarados por muitos com certa naturalidade. 

Ao assistir as atitudes e discursos (datados e ridicularizados) que se passa ao longo do filme, podemos formar uma opinião sincera sobre o verdadeiro papel que Trump e Bolsonaro prestam a sociedade. Não é de hoje que o atual Presidente norte-americano tem diversos casos declarados sobre abuso moral e opiniões em que ele rebaixa a importância da mulher. E quanto ao nosso possível futuro candidato a presidência do Brasil, J. Bolsonaro, não precisa de muitos argumentos, basta acompanhar suas atitudes e linha de pensamento. A mente de Bolsonaro ficou estacionada em 1964. Sem mais, né?

Voltando ao elenco, é impossível não destacar as participações de Steve e Emma. Os dois respeitam lealmente as características de seus personagens. Steve Carrell é um show a parte. Totalmente oposto do frustrado e obcecado Mark de ‘A Grande Aposta’ (2015) e do sério Larry em ‘A Melhor Escolha’ (2017), aqui Steve se divide em um protagonista dramático contrastado com o humor, resultando em uma de suas melhores atuações. 

Emma Stone também não fica para trás. A atriz tem sua fisionomia bastante influenciada na Billie da vida real, o que engrandece o seu personagem. Depois do destaque em La La Land (2016) com o papel da sonhadora Mia, agora ela interpreta uma figura de pegada mais revolucionária e disposta a quebrar barreiras, exatamente como foi a tenista Billie. Em certas cenas a sua atuação impressiona com atitudes bastantes polêmicas, dessas que geram horas de debate entre o público. Não é para menos, pois o momento de Billie é muito complexo e desafiador, tanto no pessoal quanto no profissional.

Valerie e Jonathan construíram um excelente filme com um título bastante clichê, mas, ‘A Guerra dos Sexos’ vai muito além da trivialidade, a sua narrativa traz assuntos que insistem fazer parte do nosso atual momento. No contexto geral ele é divertido, consegue abordar a polêmica de forma sutil e, de certa forma, satiriza aqueles que colocam o papel da mulher em posição submissa.

Elenco principal:
Andrea Riseborough (Marilyn Barnett)
Emma Stone (Billie Jean King)
Steve Carell (Bobby Riggs)
Agnes Olech (Dana)
Austin Stowell (Larry King)
Bill Pullman
Sarah Silverman (Gladys Heldman)
Alan Cumming (Ted Tinling)
Bridey Elliott (Julie Heldman)
Bob Stephenson (Bobby's Publicist)


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Melhores de 2017 - Da música Pop ao Heavy Metal

Emperor Of Sand (Mastodon)                        
From The Fires (Greta Van Fleet)
Is This The Life... (Roger Waters)                  
To The Bone (Steven Wilson)
Psichotic Symphony (Sons Of Apollo)         
Infinite (Deep Purple)
Hot & Humid (SofCapone)                               
Across The Line (Air Raid)
Shade (Living Colour)                                     
Truth IS A Beatirful... (London Grammar










quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

1969: um ano inspirador para novo filme de Quentin Tarantino



Em um passado não muito distante Quentin Tarantino publicou o interesse em fazer uma continuação do filme Bastardos Inglórios (2009), o qual ele foi diretor. Só que começou a circular em meados de novembro/dezembro a notícia que os planos dele são outros. Tarantino já tem uma história para o seu novo filme, inicialmente sob o título de 1969 – oficialmente previsto para sair em 2019, alguns sites divulgaram rumores que o lançamento seria para o próximo ano, 2018. 

O roteiro estará focado em um ator de TV que ficou muito famoso e agora busca atuar no cinema, e como fonte inspiradora terá os famosos casos de assassinatos de Charles Manson (falecido recentemente). Porém a trama não será focada apenas em Charles e sim nos acontecimentos que se passaram no ano de 1969. O que aconteceu de marcante naquela época? O revolucionário e caótico festival Woodstock, a missão Apolo 11, a estreia do advogado e político Richard Nixon na Casa Branca como Presidente dos EUA. Apesar de nada confirmado oficialmente, estes serão os temas a serem abordados no trabalho.

Sobre datas, elenco e roteiro ainda não há nada divulgado. O diretor norte-americano após dois filmes com temática wests (Django Livre -2015 e Os Oitos – 2012 Odiados) volta à cena com um longa voltado para diferentes acontecimentos em um mesmo período. Confesso que a notícia me pegou um pouco de surpresa, pois, estava no aguardo do novo ‘Bastardos Inglórios’.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O Destino de Um Nação enfim chegará aos cinemas brasileiros


Finalmente chegará - até meados de janeiro/2018 - às telas dos cinemas brasileiros, o filme baseado em fatos reais: O Destino de Uma Nação, que contará parte da vida pública de Winston Churchill.

Quem é W. Churchill? Certamente você já ouviu ou leu o conhecido discurso: “Nós iremos sobre a extremidade, nós lutaremos na França, nós lutaremos nos mares e oceanos! Com confiança crescente e força crescente no ar...” seja dos livros de história ou por meio da música do Iron Maiden, na intro de Aces High (Powerslave - 1984). Sim, o mesmo discurso pertence a Churchill, Primeiro Ministro da Inglaterra durante o período da Segunda Guerra Mundial

Winston recebeu a bola de fogo de assumir a Inglaterra bem no período em que a Alemanha dominava a Europa. O longa retratará justamente o período de transição de governo, momento em que Winston aceita a missão de comandar o país em pleno período de colapso, e junto ao convite vem a escolha entre ceder ao domínio alemão ou resistir. E foi com o discurso citado acima que Winston ficou marcado na história por resistir bravamente.

A obra terá a direção do britânico Joe Wrigth, conhecido por dirigir filmes como Peter Pan (2015), Anna Karenina (2012), O Solista (2009) entre outros. Já o papel de Winston Churchill ficará com Gary Oldman (Planeta dos Macacos, Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas, Harry Potter). Ainda no elenco podemos contar como destaques os atores e atrizes: Lily James no papel de Elisabeth Nel, Bem Mendelsohn como King Geroge VI, John Hurt será Neville Chanberlain e Kristin Scott Thomas como Clementine Churchill.

Se a data de estreia não mudar novamente - uma vez que noticiaram o lançamento para agora, final de 2017 -, O Destino de Uma Nação está marcado para chegar aos cinemas brasileiros no dia 11 de janeiro de 2018.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Optical Faze lançará videoclipe em show de despedida

                                      Foto: Divulgação


A banda Optical Faze – velha conhecida do cenário candango – marca despedida dos palcos em grande estilo. Banda fará o lançamento de videoclipe e encerramento das atividades no festival Ferroada Fest, no Espaço Cultural Canteiro Central, evento que conta com o apoio do Fundo de Amparo a Cultura (FAC).

A Optical Faze recentemente esteve em produção do clipe da música ‘Ghost Planet’, o material está previsto para ter sua estreia no Ferroada Fest, o qual contará com mais três bandas: Isaurian, Fleshpyre e Toro. Veja detalhes do evento logo abaixo.

Serviços:
Show: Ferroada Fest
Data: 17/12 (Dom.), às 17h.
Ingresso: R$ 20,00
Local: Espaço Cultural Canteiro Central
(SCS, Quadra 3, Bloco A – Lote 210. Ed. Paranoá, Brasília)











sábado, 9 de dezembro de 2017

Angra: nova música disponível


A banda paulistana Angra está em processo final do seu nono disco de estúdio. A obra sob o título de OMNI obteve sua pré-produção iniciada no Brasil e a continuação e finalização em terras europeias, mais precisamente no estúdio Fascination Street Studios, localizado na Suécia. E para os fans de plantão já têm música nova disponível.

Recentemente a banda apresentou com exclusividade a amostra de uma faixa que estará inclusa no novo trabalho. A apresentação da mesma aconteceu no festival Angra Fest, organizado pela a própria banda. Agora a música intitulada ‘Travaler In Time’ está disponível para todos.

Segundo 
Rafael Bittencourt, o novo disco é um resumo de toda a carreira da banda. OMINI promete chamar atenção dos fans e da mídia especializada. Na faixa a qual agora temos acesso é possível perceber um som mais pesado misturado com o virtuosismo – característica da banda. Fábio Lione canta de  maneira mais forte e intensa do que o habitual. Enquanto o novo álbum – lançamento previsto para o 1º semestre de 2018 – não sai, vamos esquentando os ouvidos com a nova música.





terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Roger Waters confirmado para tour no 2º semestre de 2018



A especulação que o ícone Roger Waters poderia se apresentar em Brasília, no segundo semestre de 2018, acaba de ser confirmada oficialmente. Uma das figuras mais polêmicas e um dos principais responsáveis pela formação do Pink Floyd confirma sete shows para o Brasil para divulgar a turnê 'Us+Them'.
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A apresentação em Brasília está marcada para o dia 13 de outubro, no estádio Mané Garrincha. As outras datas e cidades são: 09 em São Paulo (Alianz Parque), 17 na capital baiana, Salvador (Fonte Nova), já no dia 21 é a vez de Belo Horizonte receber o músico (estádio Mineirão), 24 no Rio de Janeiro (Maracanã) e por fim, no dia 30, Porto Alegre (estádio Beira Rio) recebe o último show da tour no Brasil. Ainda não há informações sobre valores de ingressos.

Roger Waters está em trabalho de divulgação do seu mais recente álbum, intitulado ‘Is This the Life We Really Want?’. O mesmo aborda sobre a nossa atual condição social e política, com direito a fortes críticas ao presidente americano Donald Trump.